Resgate em altura: procedimentos, equipamentos e treinamento

Resgate em altura: procedimentos, equipamentos e treinamento

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Por mais que todo cuidado seja tomado, a realização de atividades em alturas elevadas pode conter riscos e desafios enfrentados pelos funcionários. Neste contexto, o resgate em altura emerge como uma peça fundamental para a segurança desses profissionais.

Para garantir uma operação eficaz, é preciso incluir diversos elementos-chave no planejamento e na execução.

Quer saber quais são?

Continue a leitura para entender como funciona uma operação de resgate e o que ela precisa conter!

Como funciona o resgate em altura?

O resgate em altura consiste no conjunto de ações que visam salvar funcionários em caso de acidentes, riscos consideráveis ou situações de emergência que ocorram em locais elevados.

Esse procedimento funciona por meio do uso de técnicas e equipamentos específicos que permitem a retirada dos funcionários envolvidos de forma segura.

A operação envolve uma série de coordenadas e medidas para garantir a eficácia dela, como:

  • detecção dos riscos e emergências;
  • ativação imediata do plano de resgate;
  • mobilização da equipe;
  • avaliação da situação;
  • comunicação objetiva;
  • garantia contínua da segurança;
  • execução do resgate;
  • registro posterior para melhoria de próximas operações.

É fundamental que as ações de resgate incluam cinturões de segurança, cordas, sistemas de ancoragem, equipamentos de descida controlada, polias, kit de primeiros socorros e outras ferramentas.

Além disso, é essencial assegurar o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a aplicação dos protocolos de segurança para minimizar os riscos para os funcionários e os socorristas.

Leia também: Proteção Contra Quedas: Mantenha-Se Seguro Em Qualquer Ambiente!

Quais os tipos de resgate em altura?

Há diversos tipos de resgate em altura, porque cada operação é adaptada a diferentes situações com necessidades distintas.

Os principais tipos são:

  • resgate simples: voltado para situações típicas e menos críticas, ou seja, onde o funcionário está consciente, capaz de se movimentar com auxílio e não apresenta lesões graves;
  • resgate complexo: focado em situações mais críticas, onde os funcionários podem estar inconscientes ou em ambientes de difícil acesso, com riscos consideravelmente elevados.
  • resgate em espaços confinados: destinado a situações em que os funcionários estão presos em espaços confinados em altura, como tanques ou dutos. São operações que requerem equipamentos específicos e técnicas de acesso por cordas.
  • resgate com descida controlada: técnica específica para situações em que é preciso descer verticalmente uma altura elevada com alta precisão.

Quais NRs falam do resgate em altura?

As Normas Regulamentadoras (NRs) são diretrizes e procedimentos técnicos que têm como foco garantir a saúde e segurança dos trabalhadores.

No caso, as operações de resgate em trabalhos elevados aparecem nas seguintes NRs:

NR35 

A Norma Regulamentadora 35 diz respeito aos requisitos de segurança para trabalho em altura, o que inclui procedimentos para operações de resgate.

O intuito dessa padronização é assegurar a eficácia e segurança dessas operações e, consequentemente, a integridade física dos trabalhadores.

Para isso, a NR35 exige:

  • elaboração de planos de resgate;
  • qualificação e treinamento para trabalhadores envolvidos em funções elevadas;
  • uso adequado de EPIs;
  • determinação de técnicas, equipamentos e medidas de resgate;
  • realização de simulações e exercícios práticos para conferir a eficácia dos planos de resgate.

NR33 

Resgate em altura: como funciona e o que deve incluir

A Norma Regulamentadora 33 fala sobre o trabalho em espaços confinados, que podem incluir funções em altura.

Neste cenário, a NR 33 exige o cumprimento dos padrões de segurança para assegurar a integridade física dos trabalhadores.

Além disso, é necessário considerar as disposições da NR 35, que especificamente trata das condições e requisitos mínimos de segurança para o trabalho em altura.

Como elaborar um plano de resgate em altura?

Um plano de resgate em altura requer um planejamento abrangente e cuidadoso para garantir a eficácia e segurança das operações.

Caso contrário, as consequências podem envolver diferentes tipos de acidentes em altura e causar sérios danos à integridade física tanto dos funcionários em perigo quanto dos próprios socorristas.

Neste sentido, entenda o que um plano de resgate deve incluir para assegurar uma operação eficaz:

1. Identificação de riscos e perigos

Comece com uma análise cuidadosa do local de trabalho em altura para identificar possíveis riscos e perigos potenciais.

Para isso, considere fatores como nível da altura, condições climáticas, substâncias perigosas e outros detalhes.

2. Equipe de resgate

Treine uma equipe de resgate composta por integrantes que são familiarizados com operações em altura.

Tenha essa equipe bem destinada e preparada para qualquer emergência.

3. Avaliação de competências

Outro ponto importante é fazer uma avaliação das competências de cada integrante da equipe de resgate.

Dessa forma, é mais fácil ter a garantia de que os profissionais possuem as habilidades necessárias para realizar operações de resgate.

4. Equipamentos de resgate

Tão importante quanto capacitar a equipe de resgate é fornecer os equipamentos adequados, como:

  • cordas;
  • capacetes;
  • cintos de segurança;
  • sistemas de ancoragem;
  • luvas, óculos de proteção e sapatos;
  • descensores;
  • outros.

5. Procedimentos Operacionais Padrão (POPs)

Desenvolva procedimentos operacionais padrão detalhados que abranjam desde a detecção da emergência até a conclusão bem-sucedida do resgate.

6. Simulações e treinamento

Faça simulações frequentes e treinamentos práticos para a equipe de resgate.

Tudo isso com as orientações sobre técnicas adotadas, uso correto de equipamentos de proteção e afins.

Uma dica é realizar simulações de diferentes cenários de emergência para a equipe ter uma preparação mais completa.

7. Comunicação de emergência

Tenha sistemas de comunicação de emergência claros e eficientes.

Para tal, use sinais específicos, códigos e dispositivos de comunicação para garantir uma boa gestão da operação.

8. Documentação

Mantenha registros detalhados de todo o processo de planejamento e treinamento, o que abrange:

  • identificação de riscos;
  • certificados de treinamento;
  • resultados das simulações;
  • relatórios de desempenho;
  • revisões de operações de resgate.
Resgate em altura: como funciona um plano eficaz

9. Revisão e atualização

Além de guardar toda a documentação, é de suma importância realizar revisões regulares dos planos de resgate para assegurar a eficácia contínua dele.

Por fim, atualize o documento sempre que houver mudanças nas condições do local, equipe, equipamentos ou normas de segurança.

Para deixar as operações de resgate ainda mais seguras, conte com os equipamentos da Innova Safety!

Trabalhamos com tecnologias de ponta para garantir equipamentos que unem segurança, qualidade e conforto necessário para melhores performances.

Equipe-se com a Innova Safety e tenha a segurança necessária para atividades em altura!

Conclusão

Portanto, o resgate em altura representa uma resposta fundamental para cenários emergenciais em ambientes elevados. 

Além disso, essas operações são vistas como um compromisso frequente com a segurança e integridade dos profissionais que trabalham nesses locais.

Neste sentido, é essencial elaborar um plano de resgate com identificação de riscos,  formação de uma equipe qualificada, avaliação de competências, uso de equipamentos adequados e implementação de procedimentos operacionais padronizados.

No final das contas, investir na segurança em atividades em altura não apenas protege vidas, mas também promove uma cultura organizacional que valoriza a prevenção, a prontidão e a constante evolução para ambientes de trabalho mais seguros e protegidos.
Se quiser conferir mais conteúdos sobre atividades em altura e procedimentos de segurança, acesse a comunidade da Innova Safety!

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