Segurança em altura nas usinas de açúcar e álcool: tudo o que você precisa saber

Segurança em altura nas usinas de açúcar e álcool: tudo o que você precisa saber

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As usinas de açúcar e álcool operam com estruturas elevadas, equipamentos de grande porte, escadas fixas, passarelas, dornas, tanques, moendas, linhas de utilidades, caldeiras e áreas de manutenção com múltiplas interferências. Nesse ambiente, o risco não está apenas na queda. Ele também envolve calor, superfícies escorregadias, agentes químicos, acesso restrito e necessidade de resgate rápido.

De acordo com a NR-35, trabalho em altura é toda atividade executada acima de 2 metros do nível inferior, quando houver risco de queda. Em usinas sucroenergéticas, isso exige planejamento, organização, inspeção, definição de ancoragens, capacitação e resposta a emergências.

Por que o trabalho em altura nas usinas exige atenção especial

O setor sucroenergético reúne operações com alto nível de exposição a risco. É comum haver atividades em telhados industriais, estruturas metálicas, transportadores, chaminés, caldeiras, galerias técnicas, tanques, dornas e áreas elevadas de manutenção.

Além da altura, o trabalhador pode estar exposto à umidade, corrosão, resíduos industriais, calor radiante, atmosferas perigosas e interferência de máquinas em funcionamento. Por isso, a avaliação de risco precisa considerar o cenário completo, como determina a NR-35.

Principais riscos em altura nas usinas de açúcar e álcool

Entre os riscos mais frequentes estão:

  • queda de pessoas em desnível
  • queda de ferramentas e materiais
  • ruptura ou uso incorreto de sistemas de ancoragem
  • escorregamento em superfícies contaminadas
  • acesso inseguro por escadas fixas ou estruturas improvisadas
  • dificuldade de resgate em locais elevados ou de difícil acesso
  • atividades combinadas com espaço confinado

Quando a operação ocorre em tanques, dornas ou estruturas com entrada e saída limitadas, pode haver enquadramento também na NR-33, que trata da segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados.

O que a NR-35 exige na prática para as usinas

A NR-35 estabelece requisitos mínimos para o trabalho em altura. Na prática, isso significa que a usina deve garantir:

  • trabalhadores autorizados e capacitados
  • análise de risco antes de cada atividade
  • procedimentos operacionais compatíveis com cada frente de trabalho
  • sistemas de proteção contra quedas adequados
  • inspeção de equipamentos antes do uso
  • planejamento de resgate e emergência

A norma também determina prioridade para medidas de proteção coletiva. Quando isso não for suficiente ou viável, entra o uso do sistema de proteção individual contra quedas.

Quando a atividade em altura também exige atenção à NR-33

Em usinas, algumas atividades em altura acontecem ao mesmo tempo em ambientes com características de espaço confinado. Isso pode ocorrer em inspeções internas, limpeza, manutenção corretiva ou intervenções em tanques e dornas.

Nesses casos, não basta cumprir apenas a NR-35. Também é necessário observar os requisitos da NR-33, especialmente no que diz respeito à análise atmosférica, controle de acesso, ventilação, supervisão e resgate.

Acesso por corda em usinas: quando faz sentido

Em operações específicas, o acesso por corda pode ser uma solução técnica eficiente para inspeções, manutenção localizada, acesso a estruturas altas e pontos de difícil alcance. O Manual da NR-35 apresenta o acesso por corda como técnica de progressão utilizando cordas e equipamentos para ascensão, descensão, deslocamento horizontal e posicionamento no local de trabalho.

Para operações complexas, também é relevante seguir boas práticas reconhecidas internacionalmente, como as diretrizes da IRATA International, referência mundial em rope access.

Se a sua operação exige acesso técnico a estruturas elevadas, vale conhecer a linha de soluções para acesso por corda da Innova Safety.

Equipamentos essenciais para segurança em altura no setor sucroenergético

A escolha dos equipamentos deve partir da análise de risco, das características da estrutura e do método de acesso. Entre os itens normalmente exigidos em usinas, estão:

  • cinturão de segurança tipo paraquedista
  • talabarte com absorvedor de energia, quando aplicávela
  • trava-quedas
  • conectores e ancoragens adequadas
  • cordas técnicas
  • ascensores e descensores
  • polias e acessórios de movimentação e resgate
  • fitas e cintas de ancoragem

Para selecionar equipamentos adequados, consulte a linha de equipamentos para trabalho em altura da Innova Safety.

Em operações industriais, materiais resistentes, ferragens em aço inox, componentes com proteção contra desgaste e sistemas de rastreabilidade ajudam a melhorar a gestão operacional dos EPIs e dos equipamentos utilizados em campo.

Ancoragem e zona livre de queda

Dois pontos críticos em qualquer operação em altura são a ancoragem e a zona livre de queda. A ancoragem precisa ser compatível com o sistema utilizado e com os esforços previstos na operação. Já a zona livre de queda deve ser suficiente para evitar impacto do trabalhador contra estruturas inferiores, equipamentos ou piso.

Esses conceitos fazem parte do sistema de proteção contra quedas previsto na NR-35 e ganharam reforço adicional com a Portaria MTE nº 1.680/2025, que aprovou o Anexo III da NR-35 sobre escadas de uso individual.

Escadas, passarelas e acessos fixos nas usinas

Grande parte dos acessos em usinas ocorre por escadas fixas, plataformas e passarelas metálicas. Isso exige verificação constante das condições estruturais, dos pontos de apoio, do ambiente ao redor e da compatibilidade com o sistema de proteção contra quedas.

A Portaria MTE nº 1.680/2025 trouxe requisitos específicos para o uso de escadas de uso individual. Para usinas, isso reforça a necessidade de revisar padrões internos, métodos de acesso e critérios de inspeção.

Inspeção de equipamentos: rotina obrigatória

A inspeção pré-uso não pode ser tratada como formalidade. Em usinas, a combinação entre calor, abrasão, umidade, sujeira industrial e agentes químicos acelera o desgaste dos equipamentos.

Por isso, cinturões, talabartes, conectores, ancoragens, cordas, costuras, ferragens e dispositivos móveis devem ser inspecionados conforme os critérios do fabricante e do procedimento operacional. O Manual da NR-35 reforça a importância de inspeção, manutenção e controle adequado do sistema.

Para facilitar esse processo de inspeções, a Innova Safety desenvolveu uma solução inovadora: a InnovaTag, uma tecnologia embarcada nos equipamentos de fabricação própria que permite, a partir de chip NFC ou QR Code, vistoriar e inspecionar os EPIs com facilidade e praticidade. Só precisa de um smartphone e, em poucos minutos, é possível registrar a inspeção e identificar se o equipamento está apto para uso ou não. Tudo com a comodidade de fazer quando e onde quiser, sem precisar de papel e sem o retrabalho de repassar as informações para uma planilha ou sistema.

Para empresas que precisam elevar o controle operacional, faz sentido avaliar soluções com rastreabilidade digital e gestão de inspeções. Conheça a InspeTag

Boas práticas para reduzir acidentes em altura nas usinas

  • realizar análise de risco antes de cada atividade
  • definir o método de acesso mais seguro
  • validar os pontos de ancoragem
  • garantir zona livre de queda
  • inspecionar todos os equipamentos antes do uso
  • confirmar capacitação e autorização dos trabalhadores
  • isolar a área abaixo da operação
  • estabelecer comunicação entre equipe e supervisão
  • manter plano de resgate compatível com o cenário
  • interromper atividades em condições impeditivas

Essas práticas estão alinhadas às exigências da NR-35 e, quando houver espaço confinado, também daNR-33.

Plano de resgate: item obrigatório em ambiente industrial

Toda operação em altura na usina precisa prever resgate. Isso inclui equipe responsável, equipamentos específicos, rota de retirada da vítima, comunicação, tempo de resposta e compatibilidade entre o sistema de trabalho e o sistema de salvamento.

Em cenários com acesso por corda, estruturas altas ou espaço confinado, o resgate precisa ser tecnicamente planejado. Improviso não atende ao nível de risco dessas operações.

Para compor uma operação mais segura, é recomendável utilizar equipamentos certificados e projetados para trabalho em altura, resgate técnico e acesso por corda. Consulte a linha de resgate técnico da Innova Safety.

O que gestores e empresas devem exigir

Para reduzir acidentes e aumentar a previsibilidade operacional, a gestão deve cobrar:

  • treinamento válido
  • autorização formal para trabalho em altura
  • procedimentos operacionais por atividade
  • análise de risco atualizada
  • equipamentos compatíveis com a tarefa
  • inspeção registrada
  • supervisão efetiva
  • plano de emergência e resgate
  • integração entre NR-35 e NR-33 quando necessário

Referências técnicas

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A Innova Safety foi fundada com o propósito de produzir equipamentos de segurança para atividade esportiva e profissional. Nossa filosofia tem sido: “Inovar, ouvindo a opinião do público formador de opinião desenvolvendo produtos que vão ao encontro das necessidades do mercado”.

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